Muitas empresas escolhem o regime tributário apenas pelo faturamento, sem considerar outros fatores que influenciam diretamente o valor dos impostos. Essa decisão, porém, precisa levar em conta a margem de lucro, a folha de pagamento, a atividade exercida e a possibilidade de aproveitamento de créditos.
Simples Nacional
Reúne oito tributos em uma única guia e é indicado para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. A alíquota varia conforme o anexo e a receita bruta acumulada. Em atividades de serviço com folha de pagamento relevante, o Fator R pode reduzir de forma significativa a carga tributária.
Lucro Presumido
Nesse regime, a base de cálculo do IRPJ e da CSLL é definida por percentuais de presunção aplicados sobre a receita. É vantajoso para empresas com margens de lucro superiores à presunção legal e com estrutura de custos enxuta.
Lucro Real
Os tributos incidem sobre o lucro efetivamente apurado. É obrigatório para alguns setores e para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões, mas também pode ser vantajoso para negócios com margens reduzidas, prejuízo fiscal acumulado ou grande volume de créditos de PIS e COFINS.
A revisão do enquadramento deve ser feita ao menos uma vez por ano, antes do início do exercício seguinte, com base em projeções de receita, custos e despesas. Uma análise comparativa entre os regimes evita o pagamento de tributos acima do necessário e traz mais previsibilidade para o caixa da empresa.